terça-feira, 25 de outubro de 2011
Viver e deixar envelhecer.
Talvez eu mude o contexto da história, talvez eu me transforme em outro personagem. Cansei de ser cowboy, e vou ser mocinho. Para o meu avô ranzinza a péssima notícia é de que a velhice lhe caiu mal como uma roupa justa para alguém acima do peso. Pelo menos é isso que dizem as revistas de moda, você se importa? Eu não. Nem ele. Reclama da conta de luz e do preço dos remédios. Xinga o juiz e a presidente: E é feliz. Ele não usa a idade como desculpa em momento nenhum, só explica que cansou de muita coisa depois dos 60. Hipocrisia tem limite, alega ele. Por outro lado, o caçula da família não entende muito bem as coisas e acha tudo lindo e gracioso. Os ideias começam a se formar de pouco a pouco e ainda intactos possuem aparência de eternos. E ele nem sabe que essa ingenuidade sim é linda e graciosa. Uma pena ser tão fugaz. O tempo corre de encontro ao mar, levado pela lua. Um com seus 70 e muitos anos. Outro com seus poucos 6. É necessário enxergar a beleza disso, como diria Cazuza: O tempo não para. E que passem as verdades, e que venha a realidade. O novo envelhecerá e tudo um dia ficará muito claro. Todos nós iremos e voltaremos. Todos nós viveremos. Porque não há para onde ir, não tem como fugir. A vida foi feita para ser vivida e envelhecida.
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