- Você me ama?
- É claro que eu te amo... Mas o que está acontecendo? São três horas da manhã, eu estava dormindo e você bate na minha porta perguntando se eu te amo. Você é minha melhor amiga, é claro que eu amo você.
- Então faz amor comigo!
Disse subtamente. Ela se assustou e riu nervosa.
- Você está bêbada?
- Não.
A risada continuava. Enquanto eu seria, mantinha os olhos que encaravam os dela.
- Fumou maconha e nem me chamou? Tá na larica? Tem coisa pra comer aqui, vai, entra...
- Eu não vou entrar. Não antes de você dizer que vai fazer amor comigo.
Ela ficou em silêncio quando ouviu o meu tom sério. E me conhecia o suficiente para saber que eu não tinha bebido, tão pouco tinha fumado maconha. Exatamente o contrário, estava plenamente sóbria e aqui, pedindo para que fizesse amor comigo. Mesmo achando esse termo um pouco broxante demais.
- Eu quero sexo. Sem culpa ou anseio. Sem questionamentos ou medo. E eu te amo, eu te amo muito, como pessoa... - Me aproximei, segurei seu rosto com uma das mãos e com nossos lábios próximos, continuei - Eu a acho linda em todos os sentidos! E eu sei que você também me ama. Eu sabia antes de te perguntar... Então, eu vou pedir pela ultima vez: Faz amor comigo!
Seus olhos não desviavam um só segundo da minha boca enquanto eu falava, ora apressada, ora calmamente. Gesticulava com a boca a cada palavra que soltava como um convite a ela. Enquanto meu cerebro ainda processava o que acabara de falar, ela jogou seu corpo em cima do meu. Passando uma mão em volta do meu corpo, fechou a porta atrás de mim e empurrou meu corpo nela. Gemi com a batida forte da madeira contra as minhas costas. Não pensei na dor. Suas mãos puxavam ferozmente minha camisa e parecia que os dialogos foram invertidos. Era eu, afinal, quem tinha pedido para fazer isso? Eu já imaginava que iria gostar, já imaginava que seria bom. Aquele tipo de pessoa que só de olhar você sabe que o beijo vai encaixar e o sexo vai ser delicioso. Pois é, foi assim. Nos agarramos como bichos, num desespero sagaz que me arrepiava por inteira. Com as unhas cravadas nas costas dela, enquanto a mesma chupava meu pescoço e descia formando um caminho de manchas rosadas até meu decote. Puxou com força, quase rasgando a blusa justa no corpo. Meus peitos pularam como se também procurassem a boca dela. Os bico rígido dançava na língua quente que o dominava, puxava e repuxava. Sugava, mamava, chupava. E só em imaginar a palavra chupar, a imagem da sua boca descendo um pouco mais é lógica. E assim fez, mais um rastro de marcas deixados até puxar minha calça com força para baixo. Levantei uma das pernas, passei em volta do seu pescoço e empurrei o quadril para frente. Um tempo depois, provavelmente não muito, porém capaz de caber muitas atitudes dentro. Meu corpo despencou enquanto sua língua rígida ainda estava movimentando meu grelo de um lado pro outro. E os dedos que me fodiam lentamente. Olhou pra cima com porra na boca, na bochecha e em outros cantos do rosto que cansou de esfregar em mim. Riu debochada e mordeu minha cocha. Soltei outro gemido baixo antes de me contorcer e escorregar porta a baixo até sentar no chão. Fiquei ali, rindo também. Com as pernas entre abertas enquanto ela acariciava a parte de dentro de minha cocha esquerda. Aos poucos nos levantamos, mas nem nos preocupamos em nos recompor. Já sabia o caminho e andei até seu quarto, e já sem forças, só despenquei na cama completamente nua. Ela veio por cima de mim, encostou a cabeça no meu quadril e fez circulos com o dedo em uma parte absurdamente excitante perto da minha boceta. Ficou sorrindo de canto e me olhando até o ponto em que peguei no sono. De manhã, não sei bem como. Já estava em outra posição e com uma calcinha rosa de bichinho. Ela estava dormindo ao meu lado, doce e terna e naquele momento pela primeira vez, pensei que estava me apaixonando por ela... E não me xinguei automaticamente por isso. Independente de qualquer coisa, o sexo era realmente muito bom.
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